quinta-feira, 5 de abril de 2012

Suscetível a não procura

Não, não está à procura
E também não quer ser encontrada
Não antes de se encontrar

Não há volta para o que já foi
Há um novo de novo
Que renova e prova ter
Um novo sabor
De diferente valor

Subtrai-se para somar
Multiplica-se para dividir
Fraciona-se para ser inteira

Retoma a vontade instinta
Que quase extinta em si
Exerce a exaustão
O princípio de um fim

Reciclável, restaurável
Suscetível ao inconstante
Constante ciclo de existir

6 comentários:

Fred Caju disse...

E assim vamos, pois!

Antônio LaCarne disse...

lindo poema que me identifiquei por demais. parabéns!

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- existir rememora sempre para a eterna procura da essência do ser.
como você diz

"Exerce a exaustão
O princípio de um fim"

para mim, o princípio do fim é o meio.

meio pelo qual nos transformamos até nos identificarmos com o âmago de nós mesmos, nossa infinitude.

ps: desculpe a ausência, mas foi necessária a viagem.
grande abraço.

Fred Caju disse...

Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

Que toda poesia seja livre!
Fred Caju

Flá Costa disse...

Querida, neste poema todo lindo, você simplesmente me descreveu.

beijoca

Mara faturi disse...

Li como um "mantra" hj; perfeito Larissa Bella;))
Bjo

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