segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um imediato momento minguante

O agora desejado de um ontem
Tem seu sentido ignorado por um hoje
O imediatismo tem seu significado próprio
Que só se revela no mimetismo de um instante
Não mais se permite após o tempo transcorrido
E se extingue por completo num momento minguante

A persistência da memória (1931), de Salvador Dalí

7 comentários:

Henrique Miné disse...

e é engraçado como ficamos idealizando tanto, né?

acabamos só tomando, e muito, no cu, por não perceber isso que vc disse aqui de maneira tão bela!

beeeijo!

Por que você faz poema? disse...

No instante seguinte, já nao sei quem sou.

Marcos Satoru Kawanami disse...

concordo

Fred Caju disse...

https://www.youtube.com/watch?v=MYiahoYfPGk

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- lendo sua palavras, concluo que o momento minguante é tal qual a existência: sente-se mas não se mede.

LauraAlberto disse...

o tempo e a sua relatividade

beijinho

Jorge Leandro disse...

O tempo é sempre material para a poesia, porque mal cabe nas palavras e já se esvai. Belo poema, Larissa!

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