sábado, 6 de outubro de 2012

Humanidade imune

Outra noite sonhei como o fim da humanidade seria
Todas as feridas sentidas em uma vida viriam à tona

A memória fazia sangrar no corpo
Marcas já cicatrizadas que de novo se abriam

Privadas do espaço para cura ou alívio
Pois o tempo, que tudo dissipa, revela que não existia

O tormento que a alma consome
Transfere a dor do quando em onde

Segue em direção entre um céu e um mar
Para além de um horizonte que expande

E sobrepõe a imunidade do pensamento
Diante do sofrimento que sentia

6 comentários:

Fred Caju disse...

Não gostei tanto desse, mas nem por isso vou deixar de continuar passando por aqui.

Flá Costa * disse...

acho que é bem isso mesmo, a memória pode nos fazer ruir. eu vivo falando disso lá no blog, como você bem sabe. dizem que o inferno é aqui mesmo.

eu não duvido...

beijoca

aline disse...

o tempo que tudo dissipa, revela o que não existia. eu acho que o fim do mundo será exatamente isso, exatamente. tudo vindo a tona.

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- de qualquer forma, sempre haverá a possibilidade de se transmutar em existência, na imunidade do pensamento.

Rafael Castellar das Neves disse...

Que alívio, hein? Libertação de tudo o que dói.... Gostei bastante dos textos que estou vendo por aqui, sua escrita é muito rica. Larissa!

Parabéns!

[]s

LauraAlberto disse...

o fim do mundo chegará no dia em que o que resta da humanidade desistir, até vai se libertando e cumprindo

beijo

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