quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Uma espécie de oração

Que se tornem leves e soltos os pensamentos
E flutuem à superfície das águas pesadas
Que inundam o peito de angústia e desolação

Que a matéria se conecte ao etéreo
E juntos possam romper a espessa crosta
Que compõem o invólucro formado pela mágoa e decepção

Que ocorra a entrega à noite e às estrelas
E com elas novamente sonhar os sonhos
Que outrora trouxeram a profícua esperança dos dias que virão

6 comentários:

Fábio Murilo disse...

Que oração bonita. Muito linda! O corpo lavado de todas a ilusões, limpo, renovado. Apto para novas ilusões. Fazer o que? É a vida.

Marcos Satoru Kawanami disse...

Larissa,

Um laborioso raciocínio sempre se revela em teus poemas.

;*

Antônio LaCarne disse...

larissa, querida, que encanto, que sensibilidade. a surpresa de ler esses poemas é uma alegria imensa. parabéns sempre e muita inspiração pra vc.

Gis disse...

Lindo demais. =]

Anna Flávia disse...

Amém.


Beijo

Hellen Hosseini disse...

Que bonito, que leveza.
Obrigada.

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