sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A luz que transborda, o escuro que escorre

O que diante do sol se transbordava em luz
Agora no escuro se escorre por cegos caminhos
Que tateiam em busca de uma nova verdade
Guiados pelo silêncio que as conduz

O que se perpetuava na linearidade de um movimento
Agora se vê atada a curvas cambaleantes
Que formam um esboço desenhado pela incerteza
De um traçado desconhecido e inconstante

4 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Larissa,

Poema forte e bonito, senti as rimas.

Fábio Murilo disse...

O que, na incerteza, se converte em surpresa, em inesperado, sacudindo a poeira do conidiano, das formas anacrônicas. O que quando nos apraz pode se transformar numa solida certeza, até uma nova e inesperada surpresa.

Laura Santos disse...

O sol exige que tudo transborde de luz, e luz permite certeza e passo firme, enquanto a escuridão nos torna cegos, faz-nos cambalear e tropeçar nesses caminhos que de repente ficam tão incertos.
Muito belo o teu poema, Larissa.
xx

Mateus disse...

E no meio de tudo, é preciso se adaptar...

bjos

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