domingo, 19 de maio de 2013

Estranheza entranhada

Na estranha mania de estranhar o modo como os outros agiam
Não percebi que aos olhos dos outros estranha também seria

Entre tantos nos encontramos estranhos uns dos outros
Entranhados na estranheza permeável de um espaço que nos distancia

Supor a previsibilidade dos atos diverge da reciprocidade dos fatos
Suplantados pela inebriante neblina egoica que de todos nós se apropria

10 comentários:

ᄊム尺goん disse...

Sim, existir é incompreensível e excitante....

beijo

Dani disse...

A estranheza de ser.

Raquel Consorte disse...

Lindo poema!

Mateus Medina disse...

É verdade, estranho é sempre "o outro", quando na verdade, somos todos... por culpa da neblina que você bem diz...

bjos

Marcos Satoru Kawanami disse...

"Supor a previsibilidade dos atos diverge da reciprocidade dos fatos"

os mano pira

Bandys disse...

Adorei, a estranheza sempre nos tras coisas novas.

Henrique Miné disse...

é o que dizem (e nem concordo tanto, já digo pq) "de perto, ngm é normal" como se pudessemos, então, dizer o que é normal.

somos estranhos, para sempre, estranhos para os distantes, os proximos, e para nós mesmos. Vai ver, a vida se resume a isso, auto conhecimento.

um beeijo, tava com saudade de seus poemas!

Fred Caju disse...

Sabe do slogan criado por Fernando Pessoa para a Coca-Cola em Portugal?

"Primeiro estranha-se,
depois entranha-se"

Fábio Murilo disse...

No fundo ninguém se conhece, ninguém possui o outro.

Sarah Corrêa disse...

humilde sua visão, diria. beijo!

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