segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Martian Child

“Dennis, posso apenas dizer uma última coisa sobre Marte? - Que pode ser estranho vindo de um escritor de ficção científica - Mas agora, você e eu aqui, ligados inteiramente por átomos, sentados sobre esta pedra redonda com um núcleo de ferro líquido, pressionada por esta força que parece incomodá-lo, chamada de gravidade, o tempo todo girando em torno do sol em 67.000 milhas por hora e zunindo pela via láctea em 600.000 milhas por hora em um universo que pode muito bem estar perseguindo o próprio rabo na velocidade da luz, e perdemos toda essa atividade frenética plenamente conscientes da nossa própria morte eminente - que é o nosso jeito muito bonito de dizer que sabemos que vamos morrer - Nós procuramos uns aos outros. Às vezes, por vaidade, às vezes por razões que você não tem idade suficiente para entender ainda, mas uma grande parte do tempo nós só queremos nos unir ao outro e não esperar nada em troca. Não é estranho? Isso não é esquisito? Isso não é suficientemente esquisito? Por que você precisava ser de Marte?”

5 comentários:

Mulher Vã disse...

Acho que essa coisa toda de precisar do outro é justamente para distrair da certeza da morte...
O universo perseguindo o próprio rabo na velocidade da luz, gostei disso!

Gostei da sua foto também!

Beijos

Dani disse...

Fiquei pensando um tempo sobre essa frase; realmente precisamos das outras pessoas, mas algumas delas ainda se unem as outras sempre esperando algo em troca...

Fábio Murilo disse...

Só entendemos certas coisas nessas horas iminentes, em que a vida nos segura pelo pé. Na hora que forçosamente paramos e reparamos na chuva, no sol, no tempo, no outro. A propósito, bela foto de perfil Larissa bello (interessante Bela/bello, sem querer). Bem sugestiva.

http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

Luís Gustavo Brito Dias disse...

- no íntimo, no âmago, temos a compreensão de que "eu e o outro somos um", e, embora com dificuldades de assimilar isto tudo, tememos a realização de conexões incompreensíveis.
mas basta que deixemos o coração falar, com a voz da alma, que sem dúvidas, compreenderemos que não somos de Marte ou de Vênus.


aliás, ótimo filme.

AC disse...

É bem verdade, Larissa, procuramo-nos uns nos outros.

Beijo :)

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