terça-feira, 16 de abril de 2013

Tantas vidas de uma vida

Vidas vividas em outras vidas que vagam em uma vida presente
Vinculadas a via perdida reencontrada naquilo que se pressente

Representam retratos esquecidos registrados pela memória fluida procedente
Se emolduram para enquadrar o novo de uma velha história num devaneio recorrente

Experimentam experiências que se expressam em sombras somatizadas
Que sobrepõem princípios de pseudo lógicas aparentemente corporificadas

Deslizam drenando a dormente e primitiva compreensão
Do ordinário isolado para a totalidade expansiva imersa em sua vastidão

Estabelecem o elo embrionário do evolutivo conhecimento
Ao permitir permear no perene instante concebido a epifania de seu intento
  

Inspirado no filme Cafe de Flore

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