quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um passado (ainda) presente


Fez-se um silêncio profundo. Depois foi pra bem longe. Tanto que conseguiu ver o que estava perto demais para enxergar.

O doce é amargo
O calor é frio
O incômodo não incomoda
O turbilhão é calmaria

Muda sem se mover
Basta estar sem ser
Para imunizar o querer

E assim, o presente se torna, diariamente, um passado. Que ainda precisa, insistentemente, ser lembrado. Mas, que num futuro, breve em mente, irá passar de vez e será para sempre apagado.

8 comentários:

wanessa queiroz disse...

As lembranças quase sempre estão renascendo na minha mente, basta olhar algo que pareça com o que gostei ou odiei muito para toda aquela cena triste vir à tona. Eu acho que mesmo as lembranças felizes são tristes, pois nada daquilo poderá ser experimentado de novo, não da mesma forma, nunca da mesma forma.

Sahara Higino disse...

Desta flor que não desabrocha no presente. Eu, moça utópica, penso diferente.Quero mesmo é que o passado avassalador venha-me a dor e faça turbilhão de sentimentos no futuro. Estou a espera.

Paz!

Anna Flávia disse...

'basta estar sem ser para imunizar o querer'

E uma hora passa de vez, fica só uma lembrança rara.

Beijo
E obrigada pelos parabéns. ;}

Luís Gustavo Brito Dias disse...

"Muda sem se mover
Basta estar sem ser
Para imunizar o querer"

disse tudo, Larissa!

- as reflexões têm me mostrado que a gente jamais esquece. amadurecemos e compreendemos sobre o prisma da essência tudo à nossa volta. quando você diz que será apagado, compreendo que o que se extingue são as mágoas, as dores, mas não a experiência de viver em essência.


obrigado por essas reflexões agrdáveis, Larissa.
continue escrevendo.
grande abraço.

Anna Flávia disse...

E eu nem curto carnaval, mas aqui rola uns shows diferentes e em locais tranquilos. :)


Beijo

Nelson Souzza disse...

Olá, Larissa! Gostei muito do seu blog: essência e conteúdo na medida certa. Parabéns pelo excelente trabalho. Quando tiver um "tempinho", apareça no meu pequeno espaço; terei o maior prazer em recebê-la. Um abraço!

aline disse...

ao ler seu post, só pensei em uma palavra 'efemeridade'.

Mulher Vã disse...

Muitos quadros só dá pra ver todo o contorno de longe mesmo!

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