Que se tornem leves e soltos os pensamentos
E flutuem à superfície das águas pesadas
Que inundam o peito de angústia e desolação
Que a matéria se conecte ao etéreo
E juntos possam romper a espessa crosta
Que compõem o invólucro formado pela mágoa e decepção
Que ocorra a entrega à noite e às estrelas
E com elas novamente sonhar os sonhos
Que outrora trouxeram a profícua esperança dos dias que virão
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O som da dor padronizada
O som que mobiliza à estática exposta
O ar que comprime à respiração que sufoca
A dor que alivia à sanidade imposta
A crença que mutila à verdade que aflora
"Tá tudo padronizado, no nosso coração.
Nosso jeito de amar, pelo jeito, não é nosso não"
"Tá tudo padronizado, no nosso coração.
Nosso jeito de amar, pelo jeito, não é nosso não"
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
A luz que transborda, o escuro que escorre
O que diante do sol se transbordava em luz
Agora no escuro se escorre por cegos caminhos
Que tateiam em busca de uma nova verdade
Guiados pelo silêncio que as conduz
O que se perpetuava na linearidade de um movimento
Agora se vê atada a curvas cambaleantes
Que formam um esboço desenhado pela incerteza
De um traçado desconhecido e inconstante
Agora no escuro se escorre por cegos caminhos
Que tateiam em busca de uma nova verdade
Guiados pelo silêncio que as conduz
O que se perpetuava na linearidade de um movimento
Agora se vê atada a curvas cambaleantes
Que formam um esboço desenhado pela incerteza
De um traçado desconhecido e inconstante
domingo, 22 de dezembro de 2013
Que sejamos atropelados
por Gustavo Gitti para a Revista Vida Simples
“...Poderíamos aspirar pela estabilidade de nosso mundo interno independente de fatores externos, pela sabedoria de reconhecer a realidade além dos nossos jogos e comentários...
Damos um olhar tão inferiorizante para nós mesmos porque ficamos o tempo todo prestando contas a 'eus' passados, atrelando nosso desenvolvimento a uma história bem costurada, a novelas que contamos para nós mesmos antes de dormir e ao acordar.
A própria sensação de eu surge inseparável de uma visão narrativa da vida, como se tudo só acontecesse de modo causal e coerente, o que nos faz imaginar qualquer transformação humana ou espiritual como uma espécie de epopéia do eu turbinado, construído em um percurso heroico, cheio de histórias cruzadas e insights geniais. Mais do que celebrar os feitos de 2013, quero abrir espaço para não me identificar tanto com conteúdos mentais e histórias pessoais. Em vez de me preencher do passado (…), quero colocar todas as experiências na mesa e liberá-las de uma só vez.
Que nosso planejamento dê errado. Que 2014 seja caótico a ponto de sair do controle. Que não tenhamos tempo de resolver cada draminha. Que sigamos vazios e despreparados – só assim a vida nos atravessa. Que nenhum cantinho nosso permaneça trancado, escondido da realidade. Que você e eu desistamos logo de nos aperfeiçoar, de nos lapidar, de aprender novos truques para parecer uma pessoa melhor. Que a gente troque mil motivos de se alegrar pelo sorriso panorâmico que não precisa de motivo. Que a transformação seja pela raiz, dissolvendo o autocentramento com métodos poderosos, até não sobrar ninguém obstruindo o céu. Que sejamos atropelados por seres de olhar profundo e coração desperto”.
FELIZ NATAL para todos e que o ANO NOVO
nos atravesse com seus meses, dias e instantes.
nos atravesse com seus meses, dias e instantes.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Um convite a imersão
Azul é a cor mais quente (La Vie D'Adèle, 2013) é um convite a uma profunda imersão aos sentimentos mais intensos do ser humano: paixão, amor e dor.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Jornada da percepção
A jornada que delineia o espaço entre o pensamento e a intuição
Requer um mergulho angulado às discretas arestas da sutil percepção
Que é sensível àquilo que renega ou atesta
Por assim definir sua inócua habilidade de emissão
E se resiste perante ao que está na realidade dada
É porque se limita aos que ficam na superfície de sua mera atribuição
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Succubus surrender
“Real strength comes from a place of vulnerability”
Anna Silk em entrevista para o The Arts Scene
sobre sua personagem em Lost Girl.
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